Centenas de estudantes da cidade baiana de Feira de Santana se encontraram na manhã desta quinta-feira para tentar impedir uma reunião do Conselho Municipal de Transportes, que pretende aumentar as passagens de ônibus na cidade. Durante o protesto, houve confronto entre parte dos jovens com agentes da Guarda Municipal e Polícia Militar.

A concentração das agressões de lado a lado aconteceu no portão de entrada da Secretaria Municipal de Transportes, onde os PMs e guardas se aglomeravam para impedir invasões ao prédio. Os estudantes pressionavam para tentar fazer uma representante da Associação Municipal dos Estudantes Secudnaristas (Ames) participar da reunião do conselho, quando começou um empurra-empurra.

Pressionados a sair do caminho, os estudantes também revidaram e uma agressão generalizada teve início. O vereador petista Ângelo Almeida entrou no meio da confusão para defender os adolescentes e acabou recebendo uma coronhada de um policial militar. Os guardas municipais acusaram os estudantes de agressão e fizeram exame de corpo de delito na 2ª Delegacia, no bairro de Sobradinho.

Almeida, porém, absolve os alunos e diz que os PMs e os guardas é que agiam com força desproporcional desde o começo. "Montaram uma barreira para imepdir o acesso dos estudantes. Exibiam armas, fuzis. Para que ameaçar estudantes com fuzis? No momento em que a pressão ficou grande, quem estava com megafones e microfones atirou os equipamentos para tentar se salvar de agressões. A prefeitura emitiu um comunicado dizendo que os estudantes agrediram a polícia. Foi exatamente o contrário", defendeu o parlamentar.

Apesar da confusão, Almeida disse que não viu ninguém ser preso e disse que também não fará boletim de ocorrência. Para ele, o movimento deve ser o mais pacífico e longe de polêmicas possível. No final da reunião, o conselho aprovou um aumento de 6% na tarifa, o que deve elevar as pasagens em Feira de Santana dos atuais R$ 2,35 para R$ 2,50. A passagem agora ficará com o preço idêntico ao de Salvador. Entretanto, a cidade tem uma população que é cinco vezes menor que a capital baiana. A proposta segue agora para sanção do prefeito Tarcízio Pimenta (PDT).