As mídias sociais, como o Twitter, se popularizaram entre os políticos alagoanos, que usam a ferramenta para expressar suas opiniões diante do contexto social do Estado ou até mesmo para interagir com potenciais eleitores. Mas, a recente decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que “barrou” a propaganda eleitoral antecipada no microblog, que só será liberada a partir do dia 6 de julho, vem causando dúvidas em quem pretende disputar as eleições deste ano.
Isso porque, segundo o cientista político Eduardo Magalhães é difícil controlar o conteúdo divulgado no twitter. Para ele, o entendimento está em desacordo com o desenvolvimento tecnológico do país, que regulamentou a utilização da internet nas campanhas políticas, após a reforma eleitoral. Magalhães destacou que há diferenças entre a propaganda eleitoral feita na televisão, por exemplo.
“É uma decisão absurda, que não tem como ser obedecida. Trata-se de uma rede pessoal, não tem distinção. É pura teoria, pois não é função do TSE decidir sobre mídias sociais. Os ministros não entendem a magnitude disso, pois não usam internet. Um político inteligente não vai criar um twitter pedindo para que votem nele e sim, vai apresentar suas ideias e qualidades aos eleitores. Não tem como dizer que isso é propaganda eleitoral”, afirmou.
Candidatos
O deputado estadual Jeferson Moraes (DEM) e o deputado federal Rui Palmeira (PSDB), pré-candidatos à prefeitura de Maceió, comentaram a decisão do TSE. Á reportagem do Cadaminuto ambos disseram ser complicado saber o que vai ser considerado propaganda eleitoral ou não no twitter, já que não houve nenhum tipo de especificação.
“Será complicado para a justiça eleitoral controlar o que pode ou não ser postado no twitter. Além disso, poderiam criar um twitter falso meu e fazer propaganda antecipada. Mas, vou respeitar a decisão, embora ache que o político pode emitir opiniões”, destacou Jeferson Moraes.
Já Rui Palmeira também acredita que como não houve especificações na decisão, muitos partidos políticos e até candidatos, poderiam fazer representações contra adversários, com base no entendimento do TSE. “Se eu criticar o saneamento de Maceió ou agradecer um eleitor que diz votar em mim, estarei fazendo propaganda antecipada? O TSE tem que deixar isso mais claro, pois afirma que o candidato não deve se auto-promover”, ressaltou.

