A agência de notícias estatal da Síria afirmou neste sábado que homens armados assassinaram um general do Exército em Damasco, no que configuraria a primeira morte de um militar de alta patente na capital síria desde o início da revolta contra Bashar al-Assad, em março.
Segundo a SANA, três homens armados abriram fogo contra o general Issa al-Khouli, enquanto ele saía de sua casa localizada no bairro de Rukn-Eddine, Damasco. Al-Khouli era médico e chefe de um hospital militar na capital. Ninguém reivindicou responsabilidade pelo assassinato.
O ataque indica que a violência na Síria atinge também a capital, que tem estado relativamente tranquila em comparação com outras cidades do país. Tais assassinatos não são incomuns foram de Damasco e outros oficiais do Exército foram assassinados no passado, a maior parte deles nas províncias de Homs e Idlib.
Também neste sábado, a Arábia Saudita circulou uma nova proposta de resolução sobre a Síria que condena a violência no país e demonstra seu "total apoio" ao plano da Liga Árabe - da mesma forma daquele vetado pela Rússia e China no Conselho de Segurança, e que espera votar na próxima semana durante a Assembleia Geral.
O projeto de resolução condena as violações "sistemáticas" de direitos humanos na Síria, exige que o regime de Bashar al-Assad detenha "de forma imediata" os ataques contra a população civil e pede aos grupos armados que se abstenham de recorrer à violência.
O texto reivindica um "processo político sem exclusões" liderado pelos sírios, desenvolvido em um ambiente "livre de violência, intimidação e extremismo" e que permita ao povo sírio alcançar suas "legítimas aspirações".
Sem pedir expressamente a saída do poder de Assad, demonstra seu "total apoio" à proposta da Liga Árabe de "facilitar" uma transição política a partir de um diálogo "sério" entre o regime e "todo o espectro da oposição", a fim de criar um sistema "democrático e plural". Além disso, convida o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, a designar um enviado especial ao país árabe que ajude a promover uma "solução pacífica" à crise síria.