Os egípcios precisam superar as diferenças políticas e econômicas e se unirem para colocar o país no caminho da democracia, deixando para trás o regime militar, disse nesta quarta-feira o ex-candidato presidencial Mohamed el Baradei.
"É hora de deixarmos de lado nossas diferenças. Precisamos da força de um Egito unificado: assegurar independência judicial, proteger a liberdade de imprensa e a sociedade civil, e explorar o potencial do Egito como um mercado emergente", escreveu ele em artigo no jornal londrino Financial Times.
Baradei, ex-diretor da agência nuclear da ONU, manifestou apoio político à Irmandade Muçulmana, um grupo islâmico bem organizado, que segundo ele poderá "abraçar outras facções políticas, apoiar o livre mercado e ser pragmático".
A junta militar que governa o Egito desde a deposição do presidente Hosni Mubarak, há um ano, promete entregar o poder aos civis após uma eleição presidencial prevista para junho.
El Baradei, ganhador do Nobel da Paz em 2005, desistiu no mês passado da candidatura presidencial, alegando a "falta de um marco democrático", e dizendo que "o regime anterior" ainda domina o Egito. Ele disse que irá se dedicar a fortalecer a coesão social do país.