As eleições 2012 em Arapiraca com os dois pré-candidatos já anunciados Rogério Teófilo (PSDB) apoiado pelo governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) e a deputada federal Célia Rocha (PTB) apoiada pelo prefeito Luciano Barbosa (PMDB) deve repetir o episódio “vale a pena ver de novo” de 2004, este ano.
Em 2004, o então juiz eleitoral da cidade, João Luiz Azevedo Lessa, deu parecer favorável aos dois pedidos de impugnação movidos pelo Prona e pelo PSB contra a candidatura de Luciano Barbosa (PMDB), à Prefeitura do Município.
A decisão foi após o prazo para as alegações finais das duas partes envolvidas no processo. Luciano Barbosa, na época, foi acusado de manter um relacionamento estável com a prefeita Célia Rocha, que estava sem partido, fato ocorrido em agosto de 2004.
Para conceder a sentença, o magistrado, João Luiz Azevedo Lessa ouviu os depoimentos do candidato e de mais onze testemunhas arroladas no caso, inclusive a própria prefeita, que confirmou o relacionamento, mas alegou que o namoro durou apenas um ano e meio. Até monsenhor Aldo de Melo Brandão, foi convocado para depor. O fato obteve grande repercussão em todo o Estado.
Mesmo com a decisão do juiz, os advogados que representavam Luciano Barbosa entraram com recursos contra a sentença. Os recursos foram encaminhados ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Alagoas, e ao Tribunal Superior Eleitoral – (TRE) em Brasília.


Improbidade administrativa


Em 2004 a então prefeito Célia Rocha foi acusada pelos ex- vereadores Kleber Torres (PTN), Nascimento Leão (Já falecido) e Ronaldy Vital Rios (PSB) atualmente filiado ao PT, de "quebrar" as finanças de algumas secretarias ao final da disputa eleitoral de 2000. Durante mais de seis anos, os três vereadores apoiaram a administração municipal, com a qual romperam no início de 2004 para apoiar o ex-deputado Dudu Albuquerque (PSB), que disputou a preferência do eleitorado contra Luciano Barbosa (PMDB) pela Prefeitura de Arapiraca e foi derrotado.
As acusações constaram de gravação que teria sido feita durante reunião política da prefeita com os integrantes de sua bancada na Câmara de Vereadores. Questionada na época, sobre o teor da fita, Célia Rocha respondeu: "Como posso acreditar numa fita da qual não tenho qualquer conhecimento? Não ouvi a fita e não conheço seu conteúdo. Não sei se é minha voz. Se for, é montagem com objetivo de atender a algum interesse", defendeu-se.
Célia falou na "lisura, transparência e responsabilidade" dos sete anos e oito meses de sua gestão, e disparou contra os autores das denúncias, afirmando que o objetivo "desse grupo" é a "busca da promoção com base em fatos inverídicos". "É inadmissível que consigam se promover com mentiras e fatos sem fundamento", afirmou a ex- prefeita, que negou a utilização de recursos públicos durante sua campanha de reeleição.

"Meus opositores fazem uma interpretação incorreta das dificuldades por que passa qualquer administração durante uma disputa política", explicou. Com relação à informação de que o então secretário de Finanças Luciano Barbosa (PMDB) seria o responsável pela solução dos "pepinos" e dívidas de sua administração, Célia Rocha explicou que "o grande pepino" de sua gestão foi honrar os sete meses de atraso salarial de seu antecessor, o ex-prefeito Severino Leão (atualmente aliado de Célia Rocha e do senador Renan Calheiros). Na época, a divida com os servidores foi da ordem de R$ 7 milhões.

 

Célia questionou ex-aliados

Em 2004 Célia Rocha questionou que Kleber Torres, Nascimento Leão e Ronaldy Vital Rios eles fizeram parte da bancada governista durante mais de seis anos. Os três vereadores fazem parte, hoje, da bancada de oposição, composta ainda pelos vereadores Cícero Valentim (PTB) e Adoniran Guerra (Prona). Com exceção de Adoniran, ex-candidato a prefeito, os demais integraram o grupo político do então deputado Dudu Albuquerque (PSB), que foi candidato em 2004, a prefeito, com apoio do ex- governador Ronaldo Lessa na época no (PSB) e foi derrotado.