Após o confronto entre manifestantes e policiais militares ocorrido na manhã desta quarta-feira, na praça da Sé, um grupo de cerca de 400 pessoas seguiu em direção a Prefeitura de São Paulo, onde permanece em protesto na tarde de hoje.
Os manifestantes bloquearam o viaduto do Chá e usam um carro de som e cartazes para protestar contra a reintegração de posse no Pinheirinho, em São José dos Campos (97 km de SP) e contra a operação na cracolândia, no centro da capital.
Os gritos de ordem dos manifestantes classificam o prefeito Gilberto Kassab (PSD) como o pior prefeito da história da cidade de São Paulo e chamam o governador Geraldo Alckmin (PSDB) de matador.
Mais cedo, o prefeito e o governador eram esperados para participarem da missa que ocorreu na catedral da Sé pelo aniversário de 458 anos de São Paulo. Alckmin, no entanto, não compareceu. Já Kassab teve que sair pelos fundos da igreja para evitar a confusão.
No local, uma parte dos 800 manifestantes (segundo contagem da CET) cercou e chutou carros de autoridades. Para conter o tumulto, a PM e a GCM usaram gás pimenta e cassetetes contra manifestantes.
De acordo com policiais que estavam no local, quatro PMs foram agredidos e tiveram ferimentos leves. Alguns manifestantes também ficaram feridos em decorrência do confronto.
Após a saída do prefeito do local, um grupo de manifestantes tentou agredir ainda uma equipe da Rede Globo que estava no local. Um outro grupo que participava do protesto, no entanto, tentou interromper a confusão e fez com que os manifestantes dispersassem.