Por pouco não terminou em pancadaria a sessão desta terça-feira (10) da Câmara Municipal de vereadores de Canapi. Em pauta pela terceira vez estava o orçamento municipal para 2012, estimado em R$ 39 milhões, que deveria ter sido aprovado em 2011.
O tumulto teve início após a leitura do parecer da Comissão de orçamento e finanças, contrário ao que estava proposto pelo chefe do executivo municipal. Em seguida o vereador Urso Biano, líder do governo na casa, apresentou um requerimento solicitando que o orçamento fosse posto em votação e o presidente, vereador Cícero Silvestre Neto (Cicinho), se recusou a receber o documento. O prefeito José Hermes que estava presente na sessão não gostou da decisão e interrompeu o presidente dizendo que ele teria que receber o material. O vereador Luciano Malta alertou que o gestor não podia interferir nas decisões do legislativo. Hermes, por sua vez, se exaltou dizendo que poderia sim e desafiou o edil a retirá-lo da sessão.
O clima já havia começado a esquentar quando o presidente da Casa leu um dos artigos do regimento interno que, segundo ele, garantia embasamento legal a sua decisão de não receber o requerimento, mesma argumentação rebatida por Urso Biano. Sem que houvesse um consenso, o presidente continuou se recusando a receber o documento. Irritado com a atitude, o prefeito, acompanhado de seguranças e de alguns correligionários, invadiu o plenário, obrigando o presidente a assinar o requerimento.
Apesar do tumulto, não houve agressão física, no entanto diante da pressão o presidente suspendeu a sessão e os vereadores de oposição se retiraram do plenário. A pressão do chefe do executivo apoiado pelos vereadores da base aliada continuou e o presidente terminou revendo a decisão e assinou o requerimento. No momento em que Cicinho assinava o documento, os vereadores de oposição que haviam deixado o recinto, retornaram ao plenário e iniciou um novo tumulto. Foi preciso a intervenção da Polícia Militar para acalmar os ânimos. No final, prevaleceu a vontade do prefeito.
Com a documentação assinada, prefeito, vereadores e correligionários comemoraram. Já a oposição diz que vai à Justiça denunciar a atitude do gestor municipal.
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