O aluno do curso de Mecânica do Instituto Federal de Alagoas (IFAL)- Campus Maceió, João Luiz Alves Oliveira, 18 anos obteve a nota máxima, 1000 pontos, em Redação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), cujo resultado foi divulgado na semana passada pelo Ministério da Educação. João Luiz, que pretende cursar Engenharia Civil na Universidade Federal de Alagoas acha que sua pontuação geral ficou entre 722 a 826 pontos, a depender de qual percentual (20 ou 50%) a prova de Redação terá influência sobre a nota média.

O tema da Redação do Enem, este ano foi “Viver em Rede no Século 21”, no entanto, o estudante disse que o mundo de novas tecnologias em que vivem o jovem no cotidiano pouco influenciou para a nota máxima conquistada. “Não sou muito ligado em internet. Para se ter uma idéia tem computador com internet na minha casa há pouco meses, mas expus na redação meus conhecimentos sobre a sociedade virtual, a forma como eu a vejo e, felizmente obtive a nota máxima”, disse o estudante.

João Luiz admite que não é um aluno bastante estudioso, mas tem facilidade de aprender, principalmente as disciplinas da área de exata como matemática e física. Este ano,acho que toquei mais violão do que estudei, mas no curso sempre fiquei entre os três melhores, o que também deve ter contribuído bastante”, ressaltou.

O curioso é que, apesar da nota máxima obtida, o estudante não se afirmar craque em português por achar uma disciplina muito subjetiva. “Há assuntos como análise sintática que eu acho muito subjetivo, ou seja, sem ter a necessidade do exercício prático como ocorre nas ciências exatas”, explicou João Luiz. Ele considera que o IFAL teve uma contribuição importante no processo por possuir professores com mestrado e doutorados aptos a preparar o aluno para enfrentar qualquer concurso.

O pai de João Luiz, o contador Genilzo Oliveira da Silva, considera excelente o desempenho do filho no Enem, mas, para isso foi preciso cobrar muito dele. “Ele não é aquele estudante aplicado que passa 24 horas com livro nas mãos, mas também só estuda sobre pressão. Este ano, mesmo ele relaxou muito nas matérias, mas como ele tem facilidade de assimilar os assuntos ficou mais fácil na hora da prova”, salientou. Para Genilzo, o desejo de cursar engenharia civil foi do próprio filho. “Minha opção antes era que ele fizesse química, por eu citar como exemplos de amigos que estão muito bem no mercado de trabalho nesta área”.

Genilzo Oliveira tem dois casais de filhos e além de João Luiz a sua irmã mais velha concluiu Edificações no IFAL e tentará o curso de arquitetura na Ufal. O mais novo do que João Luiz foi aprovado no Exame de Seleção do IFAL.