O deputado estadual Cícero Ferro (PMN), que não conseguiu se reeleger e voltou à Assembleia Legislativa após a licença de 121 de Maurício Tavares (PTB), de quem é suplente, deve permanecer no cargo, após a aprovação da licença médica de 122 dias de Dudu Hollanda (PSD), que ocorreu na sessão desta quarta-feira (14).
O primeiro-secretário da Mesa Diretora, Inácio Loiola leu o requerimento de Hollanda. Caso a licença não tivesse sido aceita, Ferro teria que deixar a ALE no final deste mês.
O pedido de Hollanda para se afastar havia sido anunciado no início do ano e causou polêmica entre o Judiciário e o Ministério Público, diante de uma suposta manobra para que Ferro, que pertence a mesma coligação que ele, assumisse o cargo.
Volta à ALE
Cícero Ferro era considerado foragido da Justiça após perder o foro privilegiado no início do ano. Ele é acusado de ser um dos autores intelectuais do assassinato do vereador de Delmiro Gouveia, Fernando Aldo.
Ferro tomou posse no dia 23 de agosto, mesmo dia em que João Beltrão, que também estava foragido, foi diplomado por procuração no Tribunal Regional Eleitoral, beneficiado pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) acerca da Lei da Ficha Limpa.
