Famoso por suas greves de fome, o ativista indiano Anna Hazare ficou em jejum por sete horas neste domingo na capital, Nova Déli, cercado por milhares de seguidores, ao retomar seus protestos contra corrupção no país.
"Meu jejum começou. Não vou falar muito agora", disse pouco após o início da silenciosa manifestação.
Hazare, que pressiona o governo e os parlamentares a aprovarem leis anticorrupção mais rígidas, chamou forças políticas para uma reunião, mas o partido Congresso, atualmente no poder, não mandou um representante.
"Não se pode fazer leis", num local de protesto em Nova Déli, disse o porta-voz do partido, Rashid Alvi, acrescentando que o ativista já havia deixado suas opiniões muito claras e que estava agora "insultando" o Parlamento indiano.
O primeiro-ministro, Manmohan Singh, convocou uma reunião com todos os partidos para a próxima quarta-feira (14), com o objetivo de atingir um consenso antes de introduzir a nova lei contra corrupção no dia 19 de dezembro.
Hazare e outras lideranças oposicionistas, no entanto, têm criticado o rascunho de lei defendido pelo governo por ser muito brando. Eles exigem que o premiê também seja submetido ao controle de uma agência fiscalizadora, o que o projeto atual não prevê.
Em agosto, uma greve de fome de 12 dias atraiu a atenção de todo o país para o chamado de Hazare, que chegou a ser recebido pelo primeiro-ministro. Ele ameaçou dar início a uma nova greve, sem prazo para terminar, caso o Parlamento não aprove a lei anticorrupção até 22 de dezembro.