Queria esperar mais tempo para ter minha primeira filha'
A pediatra Cristiane Regina dos Santos de Faria, de 32 anos, conta que só decidiu ficar grávida após a defesa de sua tese de mestrado. Ela é casada e tem uma filha, Lara, de um ano e três meses.
“Eu queria até esperar mais tempo para ter a minha primeira filha. Meu plano era viajar depois dos estudos. Com a idade, a gente ganha mais maturidade para criar eles. Muitas amigas minhas tiveram filhos no ano passado e depois dos 30. Todas queriam terminar os estudos primeiro”, afirma a pediatra.
Ainda segundo Cristiane, a gravidez e o parto de cesariana foram muito tranquilos. A pediatra, que mora em Belo Horizonte já tem planos para ter outro filho. “Estar mais velho ajuda a entender que ela precisa de um irmão. Eu não estou nem querendo esperar”, diz.
Em Minas Gerais, o volume de registros de nascimentos cujas mães pertenciam ao grupo etário de 30 a 34 anos foi em 2010 superior ao do grupo de mães menores de 20 anos. O mesmo também ocorreu no Espírito Santo e Rio de Janeiro.
Nos estados de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal, as proporções de nascimentos de mães de 25 a 29 anos já são maiores que as observadas no segmento etário anterior (20 a 24 anos), além do volume de nascimentos do grupo de mães de 30 a 34 anos ser maior que o verificado entre as mães adolescentes.
Distrito Federal, com 13,1% e São Paulo, com 14,7%, foram as unidades da federação que, em 2010, tiveram as menores proporções de nascimentos cujas mães eram menores de 20 anos de idade.
Sub-registro cai de 21,9% para 6,6% na década
A pesquisa destaca a queda no percentual de sub-registros (nascimentos não registrados até o primeiro trimestre do ano seguinte), de 21,9% em 2000 para 8,2% em 2009, chegando a 6,6% em 2010.
Segundo o levantamento, a quase totalidade dos nascimentos (97,8%) ocorreu em hospitais e apenas 1%, em casa, embora persistam diferenças regionais. Na região Norte, 2,8% dos partos foram realizados no domicílio. Na outra ponta aparece a região Sul, com apenas 0,21% dos partos realizados no domicílio. Entre os estados, as maiores proporções de partos no domicílio ocorreram no Acre (9,6%), Amazonas (7%) e Pará (5,3%).