Em reunião que teve início às 11h desta quinta-feira (24) na sede do Ministério Público Estadual de Arapiraca, foi sugerido pela secretária Municipal de Planejamento Helena Virginia, que a rodovia AL 220, localizada no perímetro urbano de Arapiraca, onde estão sendo realizadas as obras de duplicação, seja transformada em avenida.

O encontro contou com as presenças de secretários municipais, vereadores, representantes da OAB Seccional Arapiraca, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Municipal de Trânsito, SMTT, 3º BPM e DER.

De acordo com representantes do DER a mudança só será possível através de um convenio administrativo entre Estado e município. A partir deste convenio, a via seria administrada pela Prefeitura de Arapiraca, com o custo de manutenção ficando de responsabilidade do governo municipal. Para a secretária isso seria inviável, já que o município não teria recursos financeiros para arcar sozinho com a demanda.

No caso de a rodovia se transformar em avenida não será necessário a implantação de passarelas, o que diminuiria o custo com a obra em aproximadamente R$ 1,4 milhões. As passarelas seriam substituídas por sinalização semafórica com faixa de pedestres em pontos de grande fluxo.

A secretária Helena Virginia, apresentou aos engenheiros do DER presentes na reunião, o problema relacionado aos moradores do Bairro Arnon de Melo com a obra e pediu uma solução imediata para evitar transtornos as pessoas que residem no bairro.

Outro problema apresentado na reunião foi o da falta de iluminação na duplicação. Para que a obra seja contemplada com iluminação ou com quaisquer que seja a implantação no projeto será necessário que se abra uma licitação já que no projeto em execução não consta iluminação para os mais de 6 KM, o que estima-se um valor aproximado de R$1.6 mi.

O engenheiro do DER Sebastião Mota, superintendente de planejamento do órgão, sugeriu que o município elaborasse um projeto e apresentasse ao departamento para que a partir daí se encontre meios para solução sobre a iluminação.

O Conselho Municipal de Trânsito entregou aos técnicos um relatório com os pontos críticos detectados por especialistas em tráfego, como a falta de retornos, defensas, dentre outros. Ao todo, foram detectados 12 pontos críticos ao longo da obra. O relatório será analisado por peritos do Departamento de Estradas e Rodagens.

O defensor Público André Chalub solicitou mais uma vez que fossem apresentadas respostas imediatas para a conclusão da obra. Ele disse que teve conhecimento através de um engenheiro que o prazo para a entrega da obra seria janeiro de 2012, mas que até agora não se tem uma data definida para essa conclusão.

Um termo de ajuste de conduta foi assinado por representantes do estado e município na presença dos promotores de justiça, Saulo Ventura e Geraldo Magela Pirauá, para que tudo que foi acordado seja executado.

Geraldo Magela, Promotor de Justiça, que presidiu a reunião, afirmou que um novo projeto terá que ser apresentado dentro de poucos dias com as modificações necessárias.

Uma nova reunião acontecerá no dia 30, em Maceió, na sede do DER. O resultado da do encontro será apresentado ao Ministério Público em nova reunião que está agendada para o dia 13 de dezembro.