Três pessoas morreram neste domingo, vítimas de asfixia, depois de a polícia de choque empregar gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes na Praça Tahrir, no Cairo, denunciou o médico Abdullah Abdelrahmane, que dirige um hospital de campanha montado no local. Dois ativistas tinham sido mortos no Cairo e em Alexandria no sábado - primeiro dia de confrontos mortíferos que contribuíram para aumentar a tensão no Egito, onde as primeiras eleições, depois da queda de Hosni Mubarak, devem ser abertas em oito dias.
No total, 750 pessoas ficaram feridas, na noite de sábado para domingo, na praça Tahrir, segundo o ministério da Saúde. Os confrontos, que começaram na manhã de sábado, prosseguiram à noite, tendo sido retomados e intensificados na manhã de domingo, principalmente nas proximidades do ministério do Interior, fazendo lembrar cenas da revolta contra o regime do início do ano, embora com menor extensão.
À tarde, policiais entraram brevemente na praça emblemática do centro da cidade, mas foram obrigados a recuar para as ruas adjacentes, ante a resistência demontrada por milhares de manifestantes presentes. Eles retornaram depois com cassetetes e balas de borracha, e queimaram barracas dos manifestantes.
Segundo a agência oficial de notícias Mena, milhares de pessoas se reuniram domingo para os funerais de um manifestante morto em Alexandria.