A americana Amanda Knox está decidida a retomar sua vida normal após virar manchete nos principais jornais do mundo ao escapar da condenação pela morte da estudante britânica Meredith Kercher. Nesta segunda-feira, ela apareceu de mãos dadas nas ruas de Seattle com o novo namorado, o estudante de música clássica James Terrano, 24 anos, velho amigo de "Foxy Knoxy", como ela é chamada. As informações são do jornal Daily Mail.
O ex-namorado, o italiano Raffaele Sollecito, que também escapou da condenação, parece realmente ter ficado no passado. Amanda pode estar morando junto com Terrano em seu apartamento - há uma semana eles são vistos juntos no prédio e saindo para passear. Além disso, ela aparenta estar muito feliz ao lado do novo amado.
James Terrano é de uma família de classe média de Nova York. O jovem estuda música clássica, com especialização em guitarra, na Universidade de Seattle. Amanda está estudando línguas e deve retomar os demais estudos em breve.
Sollecito quebrou o silêncio recentemente e confirmou com os olhos marejados o fim do relacionamento em uma TV italiana. O jovem de 27 anos contou que Amanda convidou-o para uma visita aos EUA, mas ele ainda não decidiu se vai. Durante a entrevista, afirmou que suas vidas tinham "mudado para sempre" depois de "anos de sofrimento".
"Ainda tenho um grande carinho por ela, mas nada mais. Nosso amor foi como uma semente sem permissão para crescer", desabafou. "Tudo o que quero dizer é que desejo a ela toda a felicidade do mundo. Ela sofreu como eu e agora só quero que ela seja a mulher mais feliz do mundo", acrescentou.
Caso Amanda Knox
A estudante Meredith Kercher Cara Susanna, 21 anos, foi encontrada morta no dia 2 de novembro de 2007, na casa onde vivia com Amanda Knox e outras duas italianas - que estavam fora da cidade na data. A britânica tinha marcas de facadas e de agressão sexual, além de um corte na garganta. Amanda e Sollecito foram presos no dia 6 de novembro de 2007.
Em seguida, a polícia prendeu Patrick Lumumba, que foi inocentado mais tarde. Cerca de duas semanas depois do assassinato, o marfinense Rudy Guede se tornou suspeito de participação no crime a partir de impressões digitais dele que foram encontradas em um travesseiro de Meredith. Guede foi preso no dia 20 de novembro daquele ano, na Alemanha, e extraditado à Itália em 6 de dezembro.
O marfinense foi condenado, inicialmente, a 30 anos de prisão, mas recorreu contra a sentença e teve a pena reduzida para 16 anos de cárcere privado. Em 2009, Amanda e Sollecito foram condenados a 26 e 25 anos de prisão, respectivamente. Os dois apelaram contra a sentença, argumentando que as provas que os ligavam ao crime eram insuficientes para uma condenação - como vestígios do DNA de Amanda encontrados em uma faca. No dia 3 de outubro deste ano, a corte de Perugia anunciou a absolvição da americana e do italiano.
