A crescente pressão da crise econômica na Itália, que viu o seu nível de endividamento atingir nesta segunda-feira um patamar recorde desde que o país adotou o euro, pode levar à renúncia do primeiro-ministro Silvio Berlusconi, informa a agência AP. A informação foi negada pelo gabinete dele.
Mais cedo, Giuliano Ferrara, editor do jornal Foglio e um ex-ministro visto como extremamente próximo de Berlusconi, disse em seu site: "Que Silvio Berlusconi está perto de renunciar está agora claro para todos, é uma questão de horas, alguns dizem de minutos".
Franco Bechis, editor-adjunto do jornal Libero, de centro-direita, também escreveu no Twitter que o magnata da comunicação de 75 anos de idade vai renunciar na noite desta segunda-feira ou na manhã de terça-feira.
No entanto, Berlusconi negou os rumores através de uma postagem em sua página no Facebook: "Os rumores de minha renúncia são infundados". "Falei há um instante com o presidente (do Conselho) Berlusconi que me disse que os rumores sobre sua demissão não têm nenhum fundamento", acrescentou Fabrizio Cicchitto, chefe do bloco de deputados do partido governista PDL.
Segundo a AP, a Itália se tornou o novo foco da crise de débito da eurozona. Com uma dívida enorme e crescimento lento, a Itália seria um país muito caro para ser resgatado. Investidores pressionam o governo italiano para aprovar medidas urgentes que estimulem o crescimento do país e reduzam a dívida, mas a maioria de Berlusconi no Parlamento se enfraquece a cada dia.
Entre os líderes europeus, segundo a AP, há uma preocupação crescente de que Berlusconi é um problema porque ele não seria mais capaz de comandar os parlamentares para aprovar as mudanças rápidas que a Europa e autoridades financeiras internacionais acreditam que Roma precisa realizar para evitar que o país não passe por uma dramática crise como a Grécia vem passando.