O município de Arapiraca incluindo as cidades da Região Metropolitana do Agreste (RMA) o Sertão e o Baixo São Francisco apresentam índices de violência insuportáveis. De acordo com os registros do Instituto Médico Legal de Arapiraca – (IML) o unido do interior do Estado que atende a 52 cidades de janeiro a 05 de novembro deste ano registrou a entrada de 1.213 corpos.
Os crimes de homicídios atingindo vítimas na faixa etária de 15 a 35 anos lideram o ranking vindo em seguida os acidentes automobilísticos a grande maioria com motocicletas em segundo lugar. Os demais casos de mortes são por suicídios e afogamentos principalmente no período do verão. Os casos ocorrem com mais freqüência na região do Baixo São Francisco e em barragens do Agreste e Sertão.
A violência em Arapiraca e região Agreste ganhou destaque em rede nacional através de matéria na ultima edição da Revista Veja. Os casos de violência registrados em Arapiraca, segundo levantamentos realizados em termo proporcionais, o município hoje detém o 3º lugar no ranking de homicídios do País.
Arapiraca só perde hoje com 107,5 homicídios por 100 Mil habitantes para Marabá com 125(PA) e Itabuna na Bahia com 113,8. De acordo com a matéria da revista.

Os números são assustadores e a cada dia que passa aumenta mais, a Policia Civil e Militar sofre com a falta de contingente e até com a falta de viaturas e armas para atender as principais ocorrências da cidade, delegacias relacionadas ao narcotráfico foram criadas e até delegados nomeados, mas sem efetivo nunca funcionaram, a maioria dos crimes estão relacionadas ao trafico de drogas e quadrilhas especializadas em roubos de carros e cargas, além de motocicletas. O investimento no município é muito pequeno para sua magnitude hoje dentro do estado, e a população sofre com a ausência das ações sociais do Estado.
O 3º Batalhão de Polícia Militar implantado em Arapiraca há 29 anos é o responsável pelo policiamento ostensivo em Arapiraca e mais 14 cidades da RMA O seu contingente é insuficiente para atuar no seu raio de ação, sem falar no seu desaparelhamento. São poucas viaturas e poucos homens para trabalhar com o fim de garantir segurança pública do cidadão.