O terceiro suspeito de ter participado da morte de um policial federal em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, deve se apresentar à polícia até o fim desta quarta-feira (2). A informação é do delegado Wanderson Pinheiro, chefe em exercício da delegacia da Polícia Federal de Niterói. Segundo ele, já foi decretada a prisão temporária do foragido. O crime ocorreu na tarde do dia 26 de outubro.
“A gente tem conversado com os familiares dele, tentando convencê-lo a se entregar e a informação que a gente tem é que ele estaria em Niterói na casa de algum familiar”, disse o delegado nesta manhã.
Segundo o delegado, em acordo com a família do suspeito, caso ele não se apresente, serão divulgadas fotos do foragido, que tem 26 anos e quatro passagens pela polícia – três por tráfico e uma por roubo. O delegado informou ainda que o suspeito fugiu da Polinter de Neves, em São Gonçalo, na Região Metropolitana, no dia 6 de novembro de 2010.
O policial federal foi morto quando atuava em uma investigação perto do Morro do Jacaré, em Piratininga, na Região Oceânica do município. Dois jovens acusados de participação no crime já se entregaram à polícia e não possuem antecedentes criminais. De acordo com o delegado, os três são apontados como traficantes do Morro do Jacaré.
Um deles se apresentou na sede da PF de Niterói nesta terça-feira (1º) e está preso no presídio Ary Franco, em Água Santa, no subúrbio do Rio. Dois dias após o crime, um menor foi detido e levado para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Ambos confessaram que estavam no local do crime e que havia mais um suspeito.
Dinâmica do crime
De acordo com o delegado Wanderson Pinheiro, os três teriam visto que o policial estava armado e dispararam contra ele nas costas. O agente estava à paisana e usava uma moto particular.
“O que é unânime é que perceberam que ele era policial, não sei de que forma, provavelmente o policial, de alguma forma, deixou transparecer que pudesse estar armado, não sei de que forma eles souberam ou desconfiaram que tratava-se de um policial. A partir daí é que se começa a dinâmica do crime”, explicou.
Duas pistolas foram encontradas com o menor detido, uma de 9 milímetros, que era do agente federal, e uma 380. Segundo o delegado, o policial federal teria sido abordado e ainda tentou reagir. No local do crime foi apreendido um estojo de calibre 9 milímetros, já encaminhado para o exame de balística, para investigar se essa munição foi disparada pela arma do policial ou se havia alguma outra arma desse tipo na cena do crime.
“A atividade policial é muito dinâmica. Pelo que conversei com o chefe direto dele, surgiu uma informação e ele era um policial muito espontâneo, era um cara muito dinâmico e ele partiu para lá, para não perder a informação que ele recebeu. Provavelmente ele lançou mão do que estava mais próximo, que era moto particular”, disse o delegado.