Quatro militares aposentados uruguaios e um ex-policial, que já estavam presos por outras causas, foram acusados pelo homicídio de uma mulher argentina durante a ditadura de 1973 a 1985. Os restos da vítima ainda não foram localizados.
Um veredicto do juiz Pedro Salazar, da Suprema Corte de Justiça uruguaia, determinou o processo e prisão dos militares aposentados José Nino Gavazzo, José Ricardo Arab, Gilberto Vázquez e Jorge Silveira e do ex-policial Ricardo Medina pelo desaparecimento em 1976 da argentina María Claudia García, nora do poeta Juan Gelman, pouco depois de dar à luz a uma menina em um hospital militar uruguaio.
Os cinco estão presos desde 2006 por outras causas de violação de direitos humanos cometidos durante o regime ditatorial.
Segundo o juiz, pode-se concluir que Maria Claudia "(...) foi executada por quem a sequestrou e a privou de sua liberdade". Os agentes estatais teriam se aproveitado da impunidade no regime para ocultar o cadáver. "Sendo neste momento um feito notório, não é necessário provar sua morte, ter seus restos".