Imagine um país que desconhece a modernidade e a globalização. Onde reina o silêncio. Onde não se veem carros nas ruas. Onde as pessoas caminham em fila indiana porque formar grupos é considerado crime. Onde o ar que se respira é puro porque não existe poluição.
E onde a escassez de energia, de bens de consumo e da maior parte das tecnologias que hoje fazem parte do cotidiano no resto do mundo o transformou num país de opereta, num palco colorido onde atuam 23 milhões de pessoas crentes que vivem no paraíso. Este país existe e se chama Coreia do Norte.
Pyongyang, a capital, é a enganosa vitrine do paraíso artificial e imaginário criado pelo ex-líder guerrilheiro comunista Kim Il-sung ao fim da Segunda Guerra, em 1945.
Por trás de um certo ar de modernidade - prédios altos, claros, bem alinhados, de fachada impecável, jardins bem cuidados - esconde-se a verdadeira natureza do país. Nos edifícios não há elevador, os cortes de água e luz são frequentes. Para cozinhar ou tomar banho, os moradores sobem vários andares a pé carregando latas d'água.
Por isso, a população recorre aos banhos públicos, cuja frequência média é de um por semana para os homens e dois para as mulheres. Uma guia oficial explica que, quando não pode lavar o cabelo todo, lava apenas a franja.
Último país comunista ortodoxo, Coreia do Norte ensaia passos tímidos à reforma econômica
- É o que mais aparece - desculpa-se.