O presidente paraguaio, Fernando Lugo, afirmou nesta quarta-feira que entendia e justificava a ausência de seus colegas dos países do Mercosul e da Venezuela na cúpula ibero-americana que seu país organiza pela primeira vez no próximo fim de semana.

Alguns meios de comunicação anteciparam que as ausências vão diminuir a atratividade da cúpula, que reúne mais de 20 delegações latino-americanas para discutir o papel do Estado num momento em que a crise econômica atinge as nações desenvolvidas.

"Sempre houve ausências. Eu não acho que seja uma questão planejada como querem mostrar," disse Lugo em uma entrevista coletiva com seu colega do Chile, Sebastián Piñera, que está em Assunção para uma visita oficial.

A presidente Dilma Rousseff não vai viajar para a capital paraguaia, pois deve cumprir uma série de reuniões internacionais, enquanto o presidente uruguaio, José Mujica, teve um problema de saúde que o impede de participar, disse Lugo. "Ele (Mujica) viria, depois teve uma descompensação, (mas) pode ser que melhore e esteja presente também," disse ele.

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, que acaba de ser reeleita, não vai participar do evento, pois coincide com o primeiro aniversário de morte de seu marido e antecessor, Néstor Kirchner. "Nós respeitamos a sua privacidade e queremos prestar homenagem ao ex-presidente Kirchner, um arquiteto importante destes fóruns," disse Lugo.

A mídia local expressou preocupação de que, não participando, os parceiros do Mercosul dão as costas à cúpula de Assunção com a qual o Paraguai também busca abordar as dificuldades encontradas para o comércio regional.

Lugo disse que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, também faltará ao evento. Chávez está sendo tratado de câncer e será representado pelo ministro das Relações Exteriores, Nicolás Maduro.