O prefeito de Campinas (SP), Pedro Serafim (PDT), exonerou dois secretários municipais e o coordenador de Comunicação da prefeitura. O Executivo municipal não informou o motivo das demissões do chefe de gabinete, Nilson Lucílio, nem do secretário de Esportes e Lazer, Gustavo Petta, publicadas no Diário Oficial desta segunda-feira. No caso do coordenador de Comunicação, Otávio Antunes da Silva, a exoneração constou como "a pedido".

Pedro Serafim era presidente da Câmara Municipal e assumiu a prefeitura na semana passada, após o prefeito Demétrio Vilagra (PT), ter sido afastado por 90 dias. Os vereadores decidiram pelo afastamento de Vilagra a fim de facilitar o andamento das investigações de denúncias de irregularidades em contratos da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento de Campinas (Sanasa). Vilagra, por sua vez, substituía o pedetista Hélio de Oliveira Santos, o Dr. Hélio, que foi cassado em agosto.

Além do afastamento do petista, uma Comissão Processante da Câmara vai analisar as denúncias nos períodos em que Vilagra assumiu o Executivo no lugar de Dr. Hélio. Os trabalhos podem concluir para sua manutenção no posto de prefeito ou em seu afastamento definitivo.

As acusações contra a administração partiram do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público e davam conta de uma rede de corrupção e desvios de verbas. Ao todo, 21 pessoas foram indiciadas e 13 presas preventivamente, dentre elas secretários, ex-agentes, empresários e Vilagra, então vice-prefeito, que ficou preso por menos de 24 horas, sendo solto por habeas-corpus.

Um dos denunciantes, o ex-presidente da Sanasa Luiz Augusto Castrillon de Aquino, confirmou em depoimentos à Justiça e à Câmara o pagamento irregular de 10% a 30% de cada contrato firmado com a prefeitura.