A primeira prova do Enem, realizada neste sábado, cobrou questões sobre revoltas árabes, internet, crise econômica e ecologia -em especial o biodiesel e outros combustíveis.

Uma das perguntas relatadas pelos estudantes à Folha abordou a relação da queda do ditador do Egito, Hosni Mubarak, com o uso das redes sociais. Outras perguntas trataram da China, que tem comprado terras nos países africanos. A questão perguntava qual o reflexo disso para a economia do continente e do mundo.

As questões de ciências humanas foram fáceis para Gustavo Kastrup, 17. Ele tenta uma vaga no curso de direito. "A prova é longa e cansativa, mas as perguntas são simples", diz.

CIÊNCIAS DA NATUREZA

Combustíveis, sustentabilidade e poluição também foram temas do Enem.

A estudante Fernanda Sales, 20, recorda de questões sobre como a queimada em lixões causa poluição no ar e as formas de resolver este problema.

"A prova foi bem interpretativa. Dá a impressão de que as questões ambientais estão sempre presentes no Enem", afirmou.

O atendente Felipe Alves de oliveira, 22, faz a prova de novo depois de quatro anos. "Achei a prova bem elaborada e bem feita. Gostei das perguntas", disse. Para ele, as questões de química foram as mais difíceis.

O Enem acontece entre hoje e amanhã (23) em todo o país. A prova teve 5,4 milhões de inscritos e vale na seleção de mais de 260 mil vagas no ensino superior no ano que vem. O Enem é utilizado em processos seletivos de universidades federais.

Neste sábado, os estudantes têm quatro horas e meia para resolver 90 questões de ciências humanas e ciências da natureza --a prova acaba às 17h30. Os estudantes puderam sair da sala a partir das 15h.