Após causar revolta entre alguns internautas por dizer que levava uma "vida de príncipe" paga "com dinheiro público", o vereador Rodson Lima Silva (PP), de Taubaté, a 125 km de São Paulo, disse que não fez a afirmação em tom de escárnio, como pode ter parecido a alguns. Em Aracaju para participar do 18º Encontro da Associação Brasileira das Escolas do Legislativo e de Contas (Abel), ele atendeu o Terra por telefone e disse que o comentário foi "uma analogia" com a vida que levava antes de ser eleito.

"Eu sou um homem oriundo do povo, tenho origem humilde. Eu tomava banho de bacia, fui motorista de caminhão, tinha uma vida simples", disse ele. "Esse povo me deu essa vida de príncipe ao me eleger vereador por quatro vezes seguidas para representá-los. Não sei se me fiz entender direito, mas falei como um agradecimento aos meus eleitores."

Lima está hospedado em um hotel três estrelas, segundo ele, comparável ao "Palácio de Buckingham", levando uma vida melhor do que muitos estudantes das renomadas universidades de "Harvard, Yale e Michigan". Ele postou numa rede social que havia "uma 'big' de uma piscina e de frente para o mar". E ressaltou: "Tudo pago com dinheiro público."

Na conversa, Lima citou ainda todos os benefícios que possui por seu cargo público: motoristas, assessores, laptop, celular e gabinete com ar condicionado, entre outras regalias. Questionado se o luxo não seria excessivo, o vereador disse que não. "Eu vivo disso, atendo o povo 24 horas por dia, fico disponível para eles", afirmou. "As pessoas que me criticaram só viram o lado do luxo." Além disso, Lima disse que existem órgãos públicos para fiscalizar a vida dos vereadores o tempo todo, o que não encorajaria práticas abusivas.

Atualmente, Lima afirmou que está inelegível por uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, que, baseado na Lei da Ficha Limpa, impediu ele e mais seis vereadores de disputar as próximas eleições por supostos atos de improbidade administrativa.