Para arrecadar recursos, as equipes de campanha do plebiscito sobre a divisão do Pará estão recorrendo a feijoada, jantar de luxo e até leilões de cabeças de gado.
Os fazendeiros, que são os principais apoiadores do desmembramento do Estado, foram convocados a doar parte de seus rebanhos e de sua produção agrícola às duas frentes de campanha que lutam pela divisão.
Leiloados, os bovinos virarão arrecadação eleitoral.
"Faremos leilões de gado, de milho, de feijão, de tudo. A ideia é que cada um contribua com um pouco do que produz", afirmou Luciano Guedes, coordenador de comunicação da campanha pela criação de Carajás.
Os partidários da criação de Tapajós também usarão a mesma estratégia.
O primeiro leilão está previsto para o dia 30, em Xinguara (sul do Pará).
O pontapé inicial na corrida por recursos foi dado no sábado, com uma feijoada em Belém, organizada pelos que são contrários à divisão.
Os ingressos para o evento foram vendidos a R$ 100.
Segundo a organização, compareceram 400 pessoas.
O principal público da feijoada foram empresários. A Associação Comercial do Pará ajudou na organização.
Além dessa feijoada, um jantar de arrecadação será realizado em 1º de novembro, desta vez pela frente contrária a Tapajós.
Em dezembro, os 4,6 milhões de eleitores paraenses decidirão se querem o desmembramento do Estado em mais outros dois: Carajás (sul do Pará) e Tapajós (oeste).
As duas frentes de campanha que são contrárias à divisão arrecadaram até agora, juntas, R$ 22,5 mil.
Mais aquinhoada, a campanha pela criação de Tapajós registrou R$ 87,2 mil em doações. A outra frente, pela criação de Carajás, declarou ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) que ainda não arrecadou recursos.
O TRE estabeleceu um teto de R$ 10 milhões para o gasto das campanhas. As maiores despesas devem começar com o início da propaganda eleitoral na televisão, no próximo mês.