Os 1.500 trabalhadores que constroem o estádio que sediará os jogos da Copa do Mundo em Pernambuco, em São Lourenço da Mata, cruzaram os braços na manhã desta quarta-feira para pressionar, por 24 horas, o atendimento de uma lista de reivindicações.
Uma comissão de trabalhadores e representantes da Odebrecht, empreiteira responsável pela obra da Arena Pernambuco, se reuniram no final da manhã na Secretaria de articulação social do governo do Estado, mas não houve entendimento.
Os próximos passos na agenda do presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção de Estradas, Pavimentação e Terraplenagem em Geral, do Estado de Pernambuco (Sintepav-PE), Aldo Amaral, é a publicação de edital convocando uma assembleia para decidir a greve, na quarta-feira (dia 26).
A segunda-feira seguinte (d31) será o primeiro dia da paralisação por tempo indeterminado, se não ocorrer um acordo antes. O líder sindical não tem esperança de entendimento. "Pela minha experiência, caminhamos para a greve".
Os trabalhadores pedem cesta básica no valor de R$ 200 (atualmente é R$ 80), hora-extra de 70% nos dias úteis (hoje é de 60%) e 100% aos sábados e plano de saúde. Os armadores de andaime reivindicam piso de R$ 1.200 (está em R$ 897,40) como forma de equiparar os valores aos recebidos pelos profissionais que trabalham nas obras em Suape.
Os representantes da Odebrecht decidiram não falar com a imprensa e transferiram as declarações para a representação do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada. A advogada Margareth Rubem, do Sinicon, se declarou surpresa com a paralisação, em virtude da categoria ter negociado um acordo na data-base dos trabalhadores, em 1º de agosto.
"Os profissionais tiveram um reajuste de 11% e a cesta básica, que era de R$ 40, teve um aumento de 100%, passando para R$ 80", detalhou.