Manifestantes em Roma incendiaram carros e quebraram janelas de algumas lojas e vitrines de bancos durante o protesto dos "indignados" na capital italiana neste sábado, disseram testemunhas. Os participantes dos protestos também puseram fogo em um anexo do Ministério da Defesa.

As forças de ordem reprimiram os manifestantes em frente à basílica de São João de Latrão com bombas de gás lacrimogêneo e canhões de água. Centenas de pessoas, mascaradas, lançaram granadas de fumaça, coquetéis molotov e garrafas contra os policiais, enquanto outras colocaram fogo em um anexo do ministério da Defesa e prosseguiam incendiando automóveis.

Os manifestantes pacíficos abandonaram a região, transformada em um campo de batalha. As três principais confederações sindicais e os sindicatos de estudantes se uniram a este protesto, inspirado pelos "indignados" de Wall Street e da Espanha. "Apenas uma solução, a Revolução", "Não somos bens nas mãos dos banqueiros" eram frases que podiam ser lidas nos cartazes dos manifestantes. Um grupo levava um caixão com o nome do primeiro-ministro, Silvio Berlusconi.

Os incidentes ocorreram perto do Coliseu, onde dezenas de milhares de pessoas protestam em meio ao dia mundial de manifestações contra a precariedade e o poder das finanças, em um contexto de crise.

Segundo as fontes, a violência foi causada por militantes encapuzados conhecidos como "blocos negros". Três pessoas ficaram feridas, indicou à AFP um porta-voz da prefeitura. Imagens na televisão mostraram um dos carros em chamas e outro expelindo uma fumaça densa e preta sobre a manifestação, que, excluindo o incidente, foi pacífica.

A emissora RAI disse que ao menos dois incêndios foram provocados ao longo do percurso e alguns manifestantes fugiram para um hotel buscando segurança. Ao mesmo tempo, milhares de pessoas seguiam protestando pacificamente na capital italiana no dia mundial contra a precariedade e o sistema financeiro.

Com informações de agências internacionais.