A presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira (13), em Curitiba (PR), que o país hoje pode investir com mais liberdade porque se libertou da “supervisão” do FMI (Fundo Monetário Internacional).
A declaração foi feita por ela ao anunciar um investimento de R$ 1 bilhão para construir o primeiro trecho do metrô na cidade.

- Nós sabemos o que é a supervisão do Fundo [Monetário Internacional], sabemos o que é proibir que um país faça investimentos.

De acordo com a presidente, quando o Brasil ainda estava sob a “gerência” do FMI, havia, no caso do saneamento, apenas R$ 500 milhões para investir em todo o país.

- Isso é o que investimos em uma cidade hoje. Investir R$ 1 bilhão no metrô seria inimaginável.

Dilma fez ainda um apelo para que o país continue “macroeconomicamente muito sério, muito prudente e dando os passos que a gente pode dar com as nossas pernas”.

- Olhando a inflação com um olho e o crescimento com o outro.

Nesta sexta-feira (14), a presidente segue viagem para Porto Alegre (RS), onde assina junto com os governadores da região um pacto para o Brasil sem Miséria, programa lançado pelo governo federal para tirar 16 milhões de brasileiros da situação de pobreza extrema.

Solidez

Em seu discurso, Dilma disse ter participado do “imenso esforço” feito pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para criar um Brasil com “sustentação muito forte no mercado interno”.

Segundo ela, o Brasil hoje também conta com bancos fortes, mantém uma política fiscal consolidada e tem amplas reservas internacionais, o que fortalece o país ante os efeitos da crise econômica.

- Nós temos condições de resistir a esse momento que foi muito grave e tem sido sistematicamente grave, porque parece que não há uma convicção política uniforme entre os diferentes líderes sobre como lidar com essa crise internacional.

O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da Mobilidade Urbana Grandes Cidades, do governo federal, destinou R$ 1 bilhão, de um total previsto de R$ 2,25 bilhões, a fundo perdido, para o projeto do metrô de Curitiba.

Outros R$ 750 milhões devem ser financiados com juros e condições especiais. O restante será investido pelo governo do Paraná e pela prefeitura da cidade.