Durante a tentativa fracassada de conciliação entre os trabalhadores dos Correios e a direção da empresa, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), João Orestes Dalazen, adiantou que a decisão do tribunal poderá frustrar expectativas, principalmente em relação aos dias parados.

O tribunal vai arbitrar o dissídio coletivo na terça-feira. O processo será relatado pelo ministro Maurício Delgado. Os funcionários da estatal estão em greve desde 13 de setembro.

- Esse anseio do não desconto dos dias parados poderá frustrar-se. Se o TST seguir a jurisprudência firme da matéria, haverá o desconto de todos os dias parados, e não de forma parcelada - alertou o ministro.

A proposta apresentada por Dalazen - aceita pelos Correios e rejeitada pelo comando de greve - previa o reajuste de 6,87% para repor a inflação a partir de agosto, um aumento de R$ 60 linear incorporado aos contracheques a partir de janeiro, e um abono imediato de R$ 800.

O acordo fechado anteriormente previa além da reposição da inflação um aumento de R$ 80 sem o abono. Nos dois casos, haveria o desconto dos dias parados, sendo os seis dias já descontados devolvidos em folha suplementar e pagos entre janeiro e dezembro de 2012, na proporção de meio dia parado por mês. O restante que não foi descontado seria compensado aos sábados e domingos até maio.