O chanceler da Bolívia, David Choquehuanca, foi forçado a participar de uma passeata organizada por índios da Amazônia boliviana contrários à construção de uma estrada.
Segundo jornalistas da agência AFP, os índios usaram o chanceler como escudo humano para romper o cerco policial montado para conter a manifestação.
Os manifestantes estão indo para Yucumo, a 10 km de Chacarina, no nordeste do país, onde dezenas de apoiadores do presidente Evo Morales os esperam, o que indica grandes chances de enfrentamento entre os dois grupos.
Depois de romper o cerco, o presidente da Confederação de Povos Indígenas da Bolívia, Adolfo Chávez, que lidera o protesto, disse que o chanceler está sendo acompanhado por mulheres indígenas que o seguram pelos braços.
A estrada em questão deve passar por uma reserva natural na Amazônia boliviana. O território pertence aos índios aborígenes desde tempos ancestrais.
Os manifestantes afirmaram levar consigo armas brancas que estão sendo usadas para caçar animais ao longo do caminho e também para "fazer a vigilância" da marcha. Eles pretendem chegar até La Paz, cidade mais populosa daquele país.