A Fontana del Moro (Fonte do Mouro), situada na Praça Navona de Roma, voltou a brilhar nesta sexta-feira com todo seu esplendor, graças aos trabalhos de restauração aos quais foi submetida, após ter sido danificada por um italiano no início de setembro.
Em apenas duas semanas os restauradores conseguiram devolver ao tritão seu aspecto original, que tinha sido danificado quando um homem de 52 homens bateu diversas vezes com um paralelepípedo na estátua que compõe a fonte.
Participaram da reinauguração o prefeito de Roma, Gianni Alemanno, que ressaltou a rapidez com que os restauradores conseguiram "em apenas seis dias de trabalho" recuperar uma das fontes mais visitadas da capital italiana.
"Em Roma, temos obras de arte que não estão fechadas em um museu, não estão atrás de um vidro e não estão fora do contexto urbano". A Cidade Eterna, com seu centro histórico protegido pela Unesco, é o maior museu ao ar livre do mundo", disse o prefeito.
"Aqui podemos passear, caminhar e parar a poucos metros de distância de obras de arte extraordinárias" acrescentou, antes de lembrar que "será necessário criar penas de prisão para estes indivíduos que atacam os monumentos históricos e culturais da cidade".
Seguindo o mesmo discurso, esteve presente o embaixador de Belize na Itália, Nunzio Alfredo D''Angieri, que financiou a restauração da escultura.
"Roma é uma mina cultural ao ar livre, de um valor inestimável". Roma escrito ao contrário é amor, um amor que põe à disposição de todos esta preciosa fonte, onde todos podem, refletir diariamente e contemplar a cultura romana", afirmou o embaixador.
D''Angieri explicou também que sua embaixada decidiu não comemorar o dia de sua independência, em 21 de setembro, para doar a quantia destinada à festa para a restauração do tritão danificado na fonte.
"Decidimos doar essa quantia a Roma, e a diferença eu e minha família pagamos", disse D''Angieri, adiantando que Belize manterá os contatos com Roma para investir na restauração de outros monumentos da cidade.