O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e seu antecessor e atual ministro da Defesa, Celso Amorim, participarão na quinta-feira em Montevidéu de uma reunião de autoridades dos países da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah).
A Chancelaria confirmou a presença de ambos ministros em nota oficial divulgada nesta quarta-feira, na qual afirmou que essa reunião será "uma oportunidade" para "reafirmar" o compromisso dos países da América do Sul com a Minustah, antes que a continuidade da missão seja analisada em outubro pelas Nações Unidas.
O comunicado destaca que Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai contribuem atualmente com "cerca de 5.300 soldados militares e policiais", o que representa "44% do total de membros da Minustah".
O encontro que será realizado em Montevidéu acontecerá em meio ao escândalo provocado por denúncias que cinco marinheiros do Uruguai que participaram das missões de paz teriam estuprado um jovem haitiano.
O Governo uruguaio já se desculpou com o Haiti e prometeu uma investigação "implacável" em torno dos fatos, supostamente ocorridos em um quartel de Port Salut no dia 28 de julho.