A eleição municipal em Anadia já era considerada de alto risco pelo Tribunal Regional Eleitoral e pela Polícia Federal antes mesmo da tragédia ocorrida este fim de semana quando o médico e vereador Luis Ferreira foi executado com 13 tiros após conceder entrevista falando do quadro político do município.
Sem poder ser candidata a reeleição a atual prefeita Sânia Teresa (PT) procura um sucessor para enfrentar nas urnas o candidato apoiado pelo deputado Antonio Albuquerque, os dois são inimigos declarados e colecionam episódios de violência, truculência e provocação.
O que agrava ainda mais este quadro é que certamente a eleição não vai ser polarizada entre as duas partes, candidaturas independentes estão surgindo como a de Gabriel Jatobá, irmão do prefeito de Roteiro, Fabio Jatobá e uma outra que surgiria por meio da união da maioria dos vereadores locais, e o favorito para esta vaga, era justamente o médico Luiz Ferreira.
Desde a notícia da morte do médico, que oposição e situação se apressaram para tentar se aproximar ou culpar o outro lado pela situação, a verdade é que Ferreira transitava entre os dois lados, ainda não havia definido seu futuro e era sim cotado para ser candidato a prefeito, mas de forma independente.
Uma prova disto foi a matéria exclusiva ontem do Cadaminuto mostrando que a família avisou que não queria nenhum político durante o enterro do médico, dois vereadores chegaram a ser retirados do local, Sânia Teresa e Gabriel Jatobá compareceram, mas contaram com a indiferença dos familiares.
A polícia alagoana mostra prudência na investigação do crime, mas a motivação política é sim a principal linha de investigação.
O que as autoridades da Justiça e da Segurança Pública temem é que a morte do vereador acirre ainda mais os ânimos, após este fim de semana, esta preocupação se justifica.
