O ministro da Defesa colombiano, Rodrigo Rivera, renunciou nesta quarta-feira do cargo por motivos que não revelou e protagonizou a primeira baixa do gabinete do presidente Juan Manuel Santos, que assumiu a chefia do Executivo em 7 de agosto de 2010.
Rivera, que é favorável às políticas de segurança do ex-presidente colombiano Álvaro Uribe, anunciou sua demissão de maneira intempestiva, durante um pronunciamento à imprensa concedido na sede de seu escritório.
"Demos os golpes mais contundentes da história na estrutura narcoterrorista das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc)", afirmou.
Rivera indicou que durante os 13 meses que esteve à frente da pasta, morreu o "símbolo do temor", em referência a Víctor Julio Suárez Rojas, conhecido como "Jorge Briceño Suárez" ou "Mono Jojoy", que perdeu a vida em um bombardeio militar a seu acampamento nas selvas do sul do país, em setembro do ano passado.
Além disso, foram dados golpes contundentes à "guarda" de "Alfonso Calo", alcunha de Guillermo Leão Sáenz, o comandante das Farc, acrescentou Rivera.
O ministro acrescentou que resultados parecidos foram alcançados nas ações contra o Exército de Libertação Nacional (ELN), a segunda guerrilha do país após as Farc.
"Considero que devo terminar este período da minha vida", resumiu Rivera ao formalizar sua renúncia à Santos.