Manifestantes que são contra o aborto participaram de um ato nesta quarta-feira na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para reivindicar a aprovação do Estatuto do Nascituro, um projeto de lei de 2007 estabelece proteção jurídica à criança que ainda vai nascer. Eles pretendem entregar ao presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), um abaixo-assinado com 50 mil assinaturas.
Segundo a presidente do Movimento Nacional de Cidadania pela Vida - Brasil Sem Aborto, Lenice Garcia, o objetivo é a defesa da proposta, de autoria dos ex-deputados federais Luiz Bassuma e Miguel Martini. "Nós estamos aqui nessa marcha para procurar a aprovação do Estatuto do Nascituro e garantir os direitos dessa criança desde a sua concepção. O aborto é uma forma de violência, é um atentado à vida. Também queremos defender os direitos da mãe gestante para que a criança possa vir a nascer bem", disse.
Para o funcionário público Renan Dourado, que participou da marcha e é coordenador de coroinhas de uma igreja católica em Brasília, a luta do movimento mostra que o povo está atento para que as decisões tomadas sejam corretas. "Existem vários motivos que podem ser dados a favor e contra o aborto. Porém, é preciso ressaltar que, quando é cometido um aborto, a criança morre. E, como essa morte foi provocada, torna-se um crime. Precisamos lutar pelo direito à vida."
A integrante de projetos sociais e de evangelização Jamila Macedo disse que os manifestantes querem mostrar à população que o aborto é um crime. "Se ainda existem divergências quanto ao início da vida, não podemos correr o risco de deixar que centenas de crianças morram até ser decidido", disse.