A presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira que o momento atual, de crise internacional, não é propício para aprovar despesas sem apontar a fonte de recursos. A declaração de Dilma, dada em entrevista a emissoras de rádio de Pernambuco, foi em reação à possibilidade de aprovação, pelo Congresso, da Emenda 29, que regulamenta os gastos com saúde nos três níveis de governo.
A presidente Dilma Rousseff fez nesta segunda-feira mais um apelo aos aliados para não aprovarem propostas que aumentem os gastos e argumentou que a aprovação da emenda que regulamenta os gastos com saúde nos três níveis de governo, exigirá a criação de uma "fonte de receita".
Dilma também explicou aos aliados que o governo é contra a aprovação de outra proposta de emenda constitucional, a PEC 300, que cria um piso salarial aos agentes de segurança em todo País. Nesse caso, os reajustes seriam subsidiados pelo governo federal por anos até serem incorporados pelos governos estaduais.
Superávit maior
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou, após a reunião, que o superávit deste ano será aumentado em R$ 10 bilhões, elevando a meta para R$ 127,8 bilhões. "A presidente disse que a medida cria um clima favorável para a queda dos juros, mas que essa decisão cabe ao Banco Central", disse Queiroz.