A Controladoria-Geral da União (CGU), diante da série de desvios de dinheiro público destinado a entidades privadas fantasmas ou sem qualificação, quer deixar claro que os ministérios terão de responder pela contratação de convênios. O ministro da pasta, Jorge Hage, avisou que a contratação de entidades sob suspeita, mesmo que indicadas por parlamentares, será de responsabilidade dos órgãos públicos. Hage defende o fim das emendas parlamentares para suas bases parlamentares para coibir a corrupção. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

"Sustento que os ministérios não estão obrigados a seguir uma indicação de parlamentar e, se a entidade não atender aos critérios definidos pela legislação, o ministério não pode destinar o dinheiro", disse o ministro. A regra é amparada pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), por um decreto presidencial e por uma portaria interministerial, que tratam da contratação de entidades privadas sem fins lucrativos. Em 2010, entidades privadas sem fins lucrativos receberam mais de R$ 10 bilhões da União. O crescimento dos repasses é acompanhado por fraudes nos convênios.