O grupo iraniano no exílio dos Mujahedines do Povo protestou nesta sexta-feira, diante do Departamento de Estado, em Washington, contra sua inclusão na lista negra de organizações terroristas, estabelecida pelos Estados Unidos, constatou um correspondente da AFP.

"Vários milhares" de pessoas foram à manifestação, vindos de 41 estados do país, segundo o grupo. A AFP calculou o número de pessoas presentes entre 1.000 e 2.000. Reclamavam a exclusão da ''blacklist'', além de solicitar a proteção americana ao acampamento de Ashraf, no Iraque, onde residem 3.500 destes férreos opositores ao regime iraniano.

Vários políticos americanos e o deputado britânico conservador Brian Binley demonstraram apoio aos manifestantes.

Maryam Radjavi, líder del movimiento, que não pôde entrar legalmente nos Estados Unidos, também dirigiu-se à multidão, através de mensagem gravada em vídeo no idioma farsi.

O Departamento de Estado havia anunciado no começo de maio que os Estados Unidos decidiriam "em menos de seis meses" se retiravam ou não os Mujahedines da lista negra.

Os Mujahedines do Povo se instalaram no Iraque durante a guerra entre Irã e Iraque (1980-1988) recebendo apoio do regime do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein para realizar ações armadas contra o Irã.

Depois da queda de Hussein, em 2003, os mujahedines foram desarmados pelas forças americanas.

Os Estados Unidos garantiram, então, a segurança do acampamento, até transferir a responsabilidade às forças iraquianas, em 2009.

No dia 8 de abril deste ano, um ataque ao acampamento de Ashraf pelas forças iraquianas deixou 34 mortos e dezenas de feridos.