Israel e militantes da Jihad Islâmica concordaram com um cessar-fogo nesta sexta-feira, após dias de violência na fronteira, informou uma autoridade palestina.

Oito palestinos, incluindo um comandante local da Jihad em Gaza, morreram desde que uma trégua foi anunciada na segunda-feira, elevando para 26 o número de palestinos mortos em ataques aéreos israelenses na última semana.

Um homem israelense também foi morto em ataques com foguetes lançados por militantes de Gaza desde o final de semana.

O palestino, que falou sob condição de anonimato, informou que Israel e o grupo Jihad Islâmico disseram ao Egito que vão respeitar a trégua mediada pelo Egito e pelas Nações Unidas, anunciada na segunda.

Um comunicado emitido na madrugada por Taher al-Nono, porta-voz do governo Hamas em Gaza, disse que seu governo manteve negociações com o Egito e a ONU para pressionar Israel a parar com os ataques e pediu que as facções parassem de lançar foguetes em Israel.

Segundo uma porta-voz do Exército israelense, nenhum foguete foi atirado de Gaza desde quinta-feira.

A escalada da violência começou em 18 de agosto quando homens armados, que segundo Israel teriam se infiltrado a partir de Gaza, via deserto do Sinai, mataram oito israelenses em uma estrada na fronteira. Sete dos agressores foram mortos por forças de Israel e o Egito disse que cinco de seus homens morreram no fogo cruzado.