A Polícia do Equador deteve diversas pessoas por distribuir licor adulterado e tóxico que, desde 14 de julho, causou a morte de 48 pessoas, informou uma fonte do Ministério do Interior à agência EFE nesta sexta-feira.

A porta-voz indicou que as detenções, das quais não especificou o número, foram feitas na quinta-feira na província litorânea de Guaias, cuja capital é Guayaquil, onde também se expropriaram 300 caixas com o licor misturado com metanol. O subsecretário do Ministério da Saúde, Nicolás Jara, assinalou recentemente que o álcool adulterado provinha, supostamente, de uma distribuidora em Guaias, onde era comercializado com duas modalidades.

No caso da província dos Rios (sudoeste), onde houve 20 mortes por esta causa, a bebida foi vendida como cachaça, enquanto em Tungurahua (centro andino), onde 10 pessoas, o licor era misturado com frutas e distribuído como produtos envasilhados de marca, "mas sem registro sanitário", disse Jara.

Além disso, se registrou outra morte por álcool adulterado na província andina de Pichincha (cuja capital é Quito) 10 em Azuai, uma em Bolívar, outra em Cañar; também uma na litorânea de Manabí e duas em Guaias, assim como uma em Napo. Segundo relatórios oficiais, 187 pessoas foram intoxicadas pelo licor adulterado em todo o país.