A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti (PT), disse nesta quinta-feira acreditar que a insatisfação da base governista - que já paralisou votações no Plenário da Câmara dos Deputados e que mobilizou parte do aliado PMDB a pressionar pela aprovação da emenda que fixa patamares mínimos de gastos para a saúde - não será capaz de dar mais força ao movimento oposicionista que pede a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI).

O grupo de trabalho, que atualmente conta com as assinaturas de 123 deputados e 20 senadores, seria instalado para investigar denúncias de irregularidades e corrupção em ministérios do governo Dilma Rousseff.

"Não acredito nesse tipo de comportamento (pró-CPI). Partidos normalmente têm divergências, grupos, correntes. É normal da vida partidária. Eu, como ministra de Relações Institucionais, tenho a determinação da presidente de trabalhar pela unidade de base. Estão todos muito empenhados em pacificar", afirmou a coordenadora política do governo ao participar de reunião na Câmara dos Deputados.

Para apaziguar os ânimos do PMDB, o vice-presidente da República, Michel Temer, organizou na noite desta terça um jantar com ministros, parlamentares do partido e com a presidente Dilma Rousseff em busca de uma aproximação da chefe do Executivo com os integrantes do Congresso.