A Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu o inquérito sobre o acidente no Parque Glória Center, que causou a morte de dois jovens e deixou outros sete feridos depois que o brinquedo "Tufão" se soltou. A delegada Adriana Belém, da 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes), vai mandar o documento ao Ministério Público (MP) na próxima sexta-feira. Segundo a assessoria da polícia, o inquérito tem mais de um volume e pedirá o indiciamento dos envolvidos.

No acidente, morreram o menino Victor Alcântara de Oliveira, 16 anos, vítima de traumatismo craniano, e Alessandra da Silva Aguilar, 17 anos. O parque é alvo de outras investigações relativas a acidente ocorridos no local. Em 2006, houve um acidente quando ele funcionava no bairro da Abolição, zona norte. Um jovem morreu e a dona do parque foi acusada de homicídio culposo (sem intenção de matar). Em 2008, surgiu uma outra acusação, esta de lesão corporal, por causa de duas crianças feridas também em brinquedos do parque.

Má conservação
O brinquedo Tufão era remendado com cola em forma de resina, ponta de parafusos enferrujados, cabos de aço puídos, atrações desniveladas e gato de luz. Peritos policiais e o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-RJ) ainda constataram o problema em oito equipamentos do parque.

Membro da Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes do Crea, o engenheiro Jaques Sherique condenou os brinquedos. "Todos estão em avançado processo de deterioração. A fibra de vidro que compõe o carrinho que se soltou estava tão deteriorada que se rompeu", concluiu.

Se for comprovada falha estrutural, a dona do parque e o engenheiro responsável pelo laudo que certificou a segurança do equipamento serão indiciados por homicídio culposo. De acordo com a Secretaria de Ordem Pública, o Parque Glória Center nunca recebeu alvará da prefeitura para funcionar.