O deputado estadual e presidente da Comissão Especial das Enchentes (CEENC) João Henrique Caldas (PTN), criticou, durante sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), nesta terça-feira (23), o suporte do Estado no atendimento às vítimas das enchentes em Alagoas.
Para o parlamentar, é lamentável que o estado de Pernambuco tenha entregue quase 500 casas e diversas obras estruturantes, enquanto aqui,em Alagoas, as vítimas vivem apenas na promessa.
“Em Pernambuco eles vão construir 12 mil casas. Nós vamos construir 17 mil. Mas, há uma diferença, lá já foram entregues quase 500. Só que eles possuem um calendário de entregas, que prevê 4.500 construídas e repassadas à população ainda neste ano. E aqui, quantas casas fizemos e entregamos?”, indagou JHC, comparando a situação dos alagoanos vítimas das chuvas aos flagelados da Somália.
Ainda segundo ele, Thomaz Nonô, coordenador do programa da reconstrução e vice-governador de Alagoas, mostra boa vontade na obtenção de resultados práticos, no entanto, se faz necessário que toda burocracia fique para trás e a população – finalmente - tenha o seu direito garantido.
“Para o nosso Estado foram enviados mais de um bilhão de reais e nada foi feito. Toda população aguarda uma resposta urgente do Executivo”, expôs o deputado que classificou, ainda, a reconstrução em Alagoas como sendo um ‘programa de fachada’.
“Problemas como segurança, má alimentação, falta de privacidade nos alojamentos, barracas que estão desgastadas e não suportam o calor nem a chuva, as águas que entram nas barracas, provocando doenças, principalmente nas crianças e idosos. Providências foram cobradas ao Estado através de ofícios”, informou. Caldas colocou também que a Comissão não pode avançar mais porque foi criada para ser apenas de acompanhamento, não uma CPI.
Após as declarações, o líder do governo na Casa, deputado Edival Gaia Filho (PSDB), defendeu o Executivo, destacando a preocupação do vice-governador e garantindo que ele está empenhado em dar celeridade ao andamento das obras das casas.
“Essas coisas que acontecem não dependem apenas do governo. Falta mão de obra e material. As empresas responsáveis pela execução não poderiam participar de licitação porque são emergenciais”, informou, pedindo a compreensão dos parlamentares.
