A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) começou o dia em baixa nesta quinta-feira, influenciada pela queda dos mercados no exterior.
Às 11h17 o Ibovespa, principal termômetro dos negócios da Bolsa paulista, tinha desvalorização de 4,70%, aos 52.483 pontos. Nos EUA, o Dow Jones caía 3,90%.
No mesmo horário, o dólar comercial era negociado por R$ 1,606, em alta de 1,38%. A taxa de risco-país marca 217 pontos, 7,96% acima da pontuação anterior. Mais sinais de fraqueza da economia ao redor do mundo derrubam as Bolsas hoje.
Nos Estados Unidos, uma parte maior da população entrou para a fila do desemprego na semana passada, em comparação com a semana anterior. Além disso, a pressão sobre os preços em julho foi maior do que os economistas previam.
Na semana passada, 408 mil pessoas fizeram o pedido inicial para receber o auxílio-desemprego nos Estados Unidos, contra 399 mil no período anterior, o maior número em quatro semanas. O mercado de trabalho norte-americano continua fraco, e a taxa de desemprego está acima de 9% desde abril.
A inflação ao consumidor, por sua vez, subiu 0,5% no país em julho, contra 0,2% em junho. O índice, influenciado pelo aumento nos preços de alimentação, vestuário e combustíveis, teve a maior alta desde março.
Quando os preços estão em alta ao mesmo tempo em que o mercado de trabalho está enfraquecido, o Banco Central tem mais dificuldade para estimular a economia, afirmou Jack Ablin, do Harris Private Bank.
O Fed (Federal Reserve, o BC dos EUA) já anunciou que vai manter as taxas de juros em patamar próximo de zero até 2013. Mas o risco de mais inflação pode impedir que ele tome mais medidas, como mais uma rodada do programa de compra de títulos conhecido como QE (quantitative easing).
Dados divulgados no Japão e no Reino Unido também sugerem que a economia global está enfraquecendo que os consumidores estão relutantes em gastar.
Na Europa, as Bolsas também tinham forte queda. Londres caía 4,87%, enquanto Paris tinha queda de 5,05%. Frankfurt registrava desvalorização de 5,02%.