Depois de anunciar, ao lado da presidente Dilma Rousseff (PT), o plano do governo de expandir o número de universidades e institutos federais de educação no País, o ministro da Educação, Fernando Haddad, esquivou-se das perguntas sobre seu futuro político. Ele limitou-se a dizer que "de segunda a sexta estou firme em Brasília cumprindo as obrigações". Cotado para disputar a prefeitura de São Paulo pelo PT no ano que vem, o ministro tem o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na briga com a senadora Marta Suplicy para ser o nome do partido na campanha.

Questionado se poderia antecipar sua saída do ministério para dedicar-se aos compromissos de campanha, Haddad negou: "Esse debate não está colocado até porque eu, de segunda a sexta, estou firme aqui em Brasília cumprindo minhas obrigações. Deixei isso claro para as lideranças partidárias, que a minha responsabilidade, minha prioridade, é atender a todos os desafios que a presidente Dilma está nos colocando."

O ministro não quis comentar as pesquisas de intenção de voto que o mostram com 3% da preferência do eleitorado, nem deu respostas a outras perguntas sobre campanha eleitoral. "Estamos aqui no Palácio do Planalto, nem convém falar desse assunto aqui, uma solenidade da educação", disse. A expansão planejada pelo governo ainda depende da aprovação de projeto pelo Congresso Nacional. Haddad aposta na "sensibilidade" das lideranças para acelerar a aprovação.

"Eu tive a sorte de sempre ter tido compreensão do Congresso Nacional. Tem uma bancada da educação que não mistura a luta política com os desafios nacionais. Essa questão da educação é premente. Tenho certeza que as lideranças estarão sensíveis a esse projeto", afirmou. Segundo o ministro, o investimento para iniciar as atividades em um novo campus universitário pode chegar a R$ 20 milhões. No caso dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia, o montante gira em torno de R$ 7 milhões.