Fortaleza, - Acabo de receber informação da médica cardiologista Maria Marcia Souto Maior, dizendo houve um equívoco: Yasmin ainda não foi operada. Tem três crianças no hospital do Coração de Messejana com a mesma situação de Yasmin. A menina que foi operada é procedente de São Luiz do Maranhão com o mesmo dia de nascido da menina alagoana.
Yasmin se encontra na Unidade de Terrapia Intensiva sendo assistida pelo cardiologista palmeirense Valdester Cavalcante e deve ser operada ainda no final da semana. Entretanto, a médica Maria Marcia tranquilizou a todos, afirmando que Yasmin será bem sucedida na cirurgia chamada de "Adib Jatene" e terá o mesmo sucesso da alagoana Vitoria, que foi operada em dezembro na vespera do natal, pelo médico palmeirense Valdester.
Este blog vai continuar acompanhado a Yasmin na sua fase preparatória da cirurgia no Messejana.
Quem é Yasmin
A alegria do nascimento de uma filha misturou-se a angustia após o descobrimento de uma patologia complicada. Com apenas 14 dias de nascida, a pequena Yasmim Oliveira Silva já luta pela vida, ao nascer os médicos diagnosticaram uma patologia chamada cardiopatia congênita complexa, que é a má formação na anatomia dos vasos sanguíneos do coração.
Aparentemente, Yasmim nasceu saudável, com 3.780g, peso nos padrões considerado bom para pediatria, mas com menos de 24 horas de vida, ela foi internada no Hospital do Açúcar, onde foi realizado o primeiro Eco Doppler do Coração com mapeamento de fluxo. O exame evidenciou que o bebê tinha um problema grave cardíaco.
Para salvar a recém-nascida, foi realizado um trabalho integrado para fazer a transferência da paciente de Alagoas para Fortaleza. Por meio da Central de Regulação de Alta Complexidade (CERAC), que faz parte do Tratamento Fora de Domicilio (TFD), ela foi encaminhada para o hospital Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (Hospital do Coração Messejana), onde se trata de um centro especializado em cardiopatias pediátricas, localizado na capital do Ceará.
A criança foi levada até o aeroporto em uma UTI neonatal do Samu sob os cuidados da médica Rejane Herbes. “Yasmim irá passar por uma avaliação médica em Fortaleza, para a equipe médica visualizar como vai ser o tratamento. O tempo de permanência na unidade hospitalar vai depender da resposta ao procedimento que será realizando no bebê”, explicou a médica do Samu.
“Primeiramente, creio que Deus irá salvar minha filha e vejo nesta transferência uma grande chance para ajudar na recuperação do meu bebê. Aqui, ela foi bem tratada, mas infelizmente o problema dela não pode ser tratado em Alagoas, mas tenho certeza que vamos conseguir em Fortaleza. Tenho mais dois filhos, mas só Yasmim nasceu com problema de saúde”, relatou a mãe da criança, Valdicleide Oliveira.
Segundo a diretora de Atenção Especializada e Programas Estratégicos (DAEPE), da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Lisiane Torres, quando não é possível dispor deste serviço em Alagoas, o paciente é transferido para outro estado.
“É determinação do secretario da Saúde, Alexandre Toledo, que a diretoria busque soluções para o atendimento ao paciente em qualquer parte do país, priorizando sempre a vida, independente de qualquer custo”, disse Lisiane Torres, informando que para a transferência da paciente foram investidos R$ 22 mil no translado da criança para Fortaleza.
Doença - A Cardiopatia congênita é uma doença na qual há anormalidade da estrutura ou função do coração, ocorre por uma alteração no desenvolvimento embrionário de uma estrutura cardíaca normal.
As alterações do fluxo sanguíneo, resultantes desta falha podem influenciar o desenvolvimento estrutural e funcional do restante do sistema circulatório.
A doença pode ser diagnosticada ainda no ventre da mãe, através do exame de ecocardiografia fetal com a ajuda de ultrasson, que permite detectar anomalias cardíacas fetais, sendo assim ao nascer o médico já sabe as providencias cabíveis a serem tomadas.
A incidência das cardiopatias congênitas é de 8 a 10 por 1000 nascidos vivos, portanto apesar de rara têm muitas crianças que têm este tipo de problema. O diagnóstico precoce, durante a gravidez, é importante para o planejamento do parto e pode salvar a vida do bebê naquelas cardiopatias mais complexas.
A falta de informação e de estrutura adequada é o maior entrave no atendimento aos portadores de cardiopatia congênita. A mortalidade decorrente das cardiopatias congênitas seria drasticamente reduzida se todos os cuidados no pré-natal e pós-natal fossem devidamente instituídos.
Colaborou para este Blog Paulo Newton(ascom-samu)
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