O vereador e presidente da Câmara de Maceió, Galba Novaes de Castro (PRB), rebateu as declarações do deputado estadual e antigo colega de parlamento, Dudu Hollanda (PMN), acerca da incapacidade dos vereadores maceioenses proporem e legislarem sobre a aplicabilidade do polêmico projeto “Bico Legal”, que tem como objetivo comprar o horário de folga dos policiais militares.

O presidente utilizou a tribuna da Casa de Mário Guimarães, na manhã desta terça-feira (16), para debater sobre o tema violência pública em Maceió e aproveitou para classificar como ‘histérico e ignorante’ a declaração de ‘uma certa pessoa pública’. “Fiquei surpreso com a declaração desta pessoa sobre o Bico Legal. Parece que estava sobre efeito de alguma droga lícita”, defendeu.

Ainda segundo ele, o crítico deveria voltar a ser vereador e ficar ciente das suas funções, habilidades e obrigações com o povo de Maceió. “Como não poderíamos legislar sobre um projeto para cidade de Maceió. Isso é a ‘coisa mais normal do mundo’. Ele deveria voltar a ser vereador”, frisou Novaes, salientando que as declarações do parlamentar poderia ser um recado de ‘alguém’. “Se questiona tanto meu projeto, no entanto, ninguém apresenta uma solução, ao menos paliativa, para assegurar uma sensação de segurança para a nossa cidade. Coloquem, vamos para o debate”, acentuou.

O ‘Bico Legal’ enfrenta dura rejeição por parte do governo do Estado de Alagoas. O chefe do Executivo Alagoano, Teotônio Vilela Filho (PSDB), já se mostrou contrário, argumentando que nos Estados em o projeto foi implantado os resultados desejados pelo Estado, Policiais Militares e Sociedade não foram os ‘desenhados nos papéis’.

As declarações de Hollanda foram dadas na sessão da Assembleia Legislativa de Alagoas do último dia 09. Na oportunidade, ele fez um longo discurso relembrando do passado e criticando duramente o projeto ‘Bico Legal’. Para ele, o projeto é inconstitucional, pois se trata de uma prerrogativa do Estado e não do município. “Se alguém deseja colocar um projeto deste em uma votação, primeiro deveria ser eleito deputado estadual para depois pensar em legislar, essa função é nossa”, disse o deputado.

Em aparte ao pronunciamento de Dudu, Ronaldo Medeiros (PT) questionou em qual o horário o militar teria para repouso. Para o petista, a proposta pode provocar pedidos de militares para trabalho acima da média, com a finalidade de aumentar seus rendimentos, em detrimento da oferta de serviço de qualidade em virtude do cansaço.