O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, reconduzido ao cargo nesta segunda-feira, afirmou que é preciso melhorar a segurança de juízes e membro do Ministério Público. A declaração foi dada em referência à juíza Patrícia Acioli, que foi assassinada na frente de sua casa no Rio de Janeiro, na última quinta-feira.
"Devemos tomar todas as providências para assegurar que magistrados e membros do Ministério Público tenham a necessária segurança para sua atuação. Além disso, temos que, com uma maior pressa, apurar adequadamente aquele crime, quais foram as circunstâncias do crime", disse. "É um fato extremamente grave. Temos uma magistrada muito atuante na área criminal assassinada brutalmente."
Para ele, a melhora na segurança passa por uma "atuação mais efetiva" dos tribunais de justiça, das procuradorias regionais e autoridades de segurança estaduais. "A Procuradoria Geral acompanha o caso com todo o interesse, pela gravidade e importância do assunto."
Juíza estava em "lista negra" de criminosos
A juíza Patrícia Lourival Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, foi assassinada a tiros dentro de seu carro, por volta das 23h30 do dia 11 de agosto, na porta de sua residência em Piratininga, Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Segundo testemunhas, ela foi atacada por homens em duas motos e dois carros. Foram disparados mais de 20 tiros de pistolas calibres 40 e 45, sendo oito diretamente no vidro do motorista.
Patrícia, 47 anos, foi a responsável pela prisão de quatro cabos da PM e uma mulher, em setembro de 2010, acusados de integrar um grupo de extermínio de São Gonçalo. Ela estava em uma "lista negra" com 12 nomes possivelmente marcados para a morte, encontrada com Wanderson Silva Tavares, o Gordinho, preso em janeiro de 2011 em Guarapari (ES) e considerado o chefe da quadrilha. Familiares relataram que Patrícia já havia sofrido ameaças e teve seu carro metralhado quando era defensora pública.