A Justiça do Rio de Janeiro autorizou, na manhã desta sexta-feira, a exumação do corpo do menino Juan Moraes, 11 anos, morto por policiais na favela Danon, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no início do mês de junho. O juiz da 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu aceitou o pedido feito na quinta-feira pelo defensor público Antônio Carlos de Oliveira.

Oliveira, que defende o cabo Edilberto Barros do Nascimento - um dos quatro policiais militares presos acusados de terem ocultado o corpo de Juan após matá-lo -, pede que seja coletado material para novo exame de DNA. O motivo, segundo ele, é que a Polícia Civil divulgou dois resultados diferentes das análises na ossada encontrada no rio Botas, em Belford Roxo, 10 dias depois de o menino ter sumido.

A coleta do material biológico será feita pela Coordenação de Exame de DNA da Defensoria Pública e enviado a um laboratório de São Paulo, conveniado à instituição. Segundo a assessoria de imprensa da Defensoria Pública, legistas do Instituto Médico Legal (IML) de Nova Iguaçu acompanhariam o processo.

No primeiro exame feito na ossada, a perita legista Marilena Campos de Lima atestou que era o corpo de uma menina. O resultado saiu no mesmo dia em que os restos mortais foram encontrados.

Uma semana depois, exames de DNA comprovaram que se tratava da ossada de Juan. Marilena foi exonerada e responde a sindicância. A investigação do caso, que ainda continua, foi marcada por erros da polícia.