A subsidiária sul-coreana da Apple foi multada em R$ 4.500 pelas autoridades regulatórias das comunicações do país, por ter recolhido dados sobre a localização dos usuários do iPhone e iPad sem o consentimento deles.
A multa, embora baixa, representa a primeira punição imposta à Apple por uma agência regulatória desde que surgiram as informações sobre a controvertida coleta automática de dados de localização dos usuários, que causou críticas nos Estados Unidos e em outros países.
Em abril deste ano, a revelação de que os iPhones da Apple recolhiam dados de localização e os armazenavam por até um ano - mesmo quando o software de localização do aparelho estava supostamente desligado - resultou em renovação das críticas sobre a questão entre localização e privacidade. A Apple posteriormente atualizou o software dos aparelhos para corrigir o problema.
Cerca de 27,8 mil usuários sul-coreanos do iPad e iPhone planejam abrir processo coletivo contra a Apple em função do problema, enquanto dois grupos norte-americanos separados processaram a Apple, alegando que certos aplicativos estavam transmitindo informações pessoais a anunciantes externos sem consentimento dos usuários.
A Comissão de Comunicações da Coreia do Sul ordenou medidas corretivas nas operações da Apple e Google no país, afirmando ter identificado lacunas em sistemas que supostamente deveriam proteger as informações de localização. A comissão ordenou que os dois gigantes da tecnologia protejam com cifragem os dados de localização armazenados em seus celulares inteligentes.
A Apple Korea poderia ter suas operações suspensas ou receber multa de até 3% da receita obtida com as informações sobre localização, por não ter protegido os dados de localização, ou receber multa de até R$ 15 mil por reunir dados sem permissão dos usuários, de acordo com a comissão. De acordo com o porta-voz da Apple Korea, Steve Park, "a Apple não está rastreando a localização de seu iPhone. A empresa jamais o fez e nunca teve planos de vir a fazê-lo".