A vencedora do prêmio Nobel da Paz em 1992, a líder indígena guatemalteca Rigoberta Menchú, recebeu nesta quarta-feira as credenciais que a certificam como candidata presidencial de uma coalizão de partidos de esquerda para as eleições do próximo dia 11 de setembro.

"Este é o primeiro passo para mudar a história da Guatemala", afirmou a candidata, única mulher indígena que concorrerá pela Presidência do país da América Central.

Rigoberta, de 52 anos de idade, após um longo processo de negociação obteve o apoio dos dois principais partidos de esquerda da Guatemala, surgidos da antiga guerrilha armada, a Unidade Revolucionária Nacional Guatemalteca (URNG) e a Aliança Nova Nação (ANN).

Além deles, o partido indígena Winaq, fundado pela vencedora do Nobel da Paz, e dezenas de organizações camponesas, indígenas e sindicais, integraram a Frente Ampla, plataforma eleitoral por meio da qual a indígena pretende chegar ao poder através das urnas.

Rigoberta já havia se lançado como candidata nas eleições de 2007 e obteve 3,5% dos votos. Agora, com intenções de voto de 2,3%, segundo enquetes publicadas pela imprensa local, ela é a oitava candidata presidencial legalmente inscrita para o pleito de setembro.

O líder das pesquisas é Otto Pérez Molina, do Partido Patriota, com 37,6% das intenções de voto.

Nas eleições de 11 de setembro, a Guatemala escolherá presidente, vice-presidente, 158 deputados para o Congresso, 20 para o Parlamento Centro-Americano e 333 prefeitos para o período 2012-2016.